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Criação e Formação - fenomenologia de uma oficina (capítulos 10 e 11)
Christina Cupertino
01/01/2009

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 Viemos até agora analisando o espaço destinado, no saber psicológico, aos discursos de caráter eminentemente teórico, apontando os lugares nos quais eles se mostram insuficientes, e a necessidade de sua articulação através de outros tipos de conhecimento que lhes são alheios. Vimos o quanto os discursos teóricos se constituem no veículo por excelência do conhecimento na metafísica, colocando o mundo disponível diante de nós para cálculo e manipulação, através da representação. Exploramos ao mesmo tempo a possibilidade de instituição de uma outra fala, que nasce da ruptura com os modos cotidianos de interpretar o mundo e que institui o trânsito para o que, nele, se mantém como enigmático, não para representá-lo, mas para dirigir nosso olhar e nossa escuta para aquilo que pode se mostrar como surpresa, como o que contraria nossas expectativas.
Finalizada a análise de um segmento que nos evidenciou o modo de aprender "sobre" um mundo que está lá, estendido diante de nós por meio de sistemas organizados, inicia-se um novo, que visa apresentar um outro aprendizado, que chamaremos de aprender "com": aprender com a surpresa, com a alteridade irredutível, e que parte do encontro com a alteridade como o mínimo necessário.
CUPERTINO, C.M.B. Criação e formação - fenomenologia de uma oficina. São Paulo: Arte e Ciência, 2001.


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